VANTAGEM PARA SAÚDE DA FRUTA CRANBERRY
DENTES
Dezembro de 1998 – Journal of the American Dental Association
A pesquisa do laboratório da Tel Aviv University sugere que os componentes nos cranberries podem inibir certas bactérias encontradas na boca de se aderirem aos dentes, ocasionando no desenvolvimento da placa, aparentemente, através do mesmo tipo de mecanismo antiadesão que eles mantêm a saúde do trato urinário. Essas bactérias estavam associadas com a gengivite periodontal.
Weiss EI, Lev-Dor R, Kashman Y, Goldhar J, Sharon N, Ofek I. Inhibiting interspecies coaggregation of plaque bacteria with a cranberry juice constituent. Journal of the American Dental Association 1998; 129:1719-1723.
Maio de 2004 – Conferência da Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR)
Duas apresentações distintas de pesquisadores da University of California, Los Angeles e University of Illinois foram feitas na Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR) sobre o possível papel do cranberry na saúde bucal. Esses estudos do laboratório também discutem o papel do cranberry na inibição tanto do crescimento como formação do biofilme da S.mutans, assim como a inibição do crescimento e viabilidade de outros patógenos orais.
Wu CD, Zhu M, Turner A, Paul GF, Farnsworth NR. Cranberry extracts inhibit growth/viability of oral pathogens and biofilms Presented at IADR 2004; 0746.
Chen L, Heber D, Hardy M, Seeram N, Henig S, Leahy M, Wolinsky L, Qi F, Shi W. Inhibitory effects of Cranberry on Streptococcus mutans biofilm formation. Presented at IADR 2004; 2918.
Junho de 2004 – Journal of Oral Microbiology Immunology
A pesquisa do laboratório da Tokyo Dental College em Chiba, Japão também confirma o mecanismo antiadesão do cranberry nas cepas das bactérias orais, por exemplo, streptococci, assim como a formação do biofilme dentro da cavidade oral. Essas descobertas sugerem que os compostos do cranberry podem ajudar a diminuir a bactéria oral (streptococci) na superfície do dente, portanto, reduzindo o desenvolvimento da placa dental.
Yamanaka A, Kimizuka R, Kato T, Okuda K. Inhibitory effects of cranberry juice on attachment of oral streptococci and biofilm formation. Journal of Oral Microbiol Immunology 2004; 19(3):150-154.
Junho de 2004 – Journal of Antimicrobial Chemotherapy
Esse estudo clínico fora de Israel investigou o efeito de um anti-séptico bucal suplementado com um extrato de cranberry para higiene oral. O estudo descobriu que após 6 semanas de uso diário do anti-séptico bucal contendo cranberry em um grupo experimental, certos patógenos orais (Streptococcus mutans), assim como a contagem total bacteriana, foram significativamente reduzidos. Um trabalho adicional in vitro sugeriu que a capacidade de reduzir essas contagens de patógeno in vivo ocorre devido à atividade antiadesão do componente do cranberry.
Steinberg D, Feldman M, Ofek I, Weiss EI. Effect of a high-molecular-weight component of cranberry on constituents of dental biofilm. Journal of Antimicrobial Chemotherapy 2004; 1093-1096.
ESTÔMAGO
Dezembro de 2000 – Federation of European Microbiological Societies (FEMS)
Um estudo recentemente publicado pelos pesquisadores na Tel Aviv University, Weizmann Institute of Science and Haifa Technion descobriu a evidência preliminar de que o cranberry pode também ter um efeito antiadesão sobre a H.pylori, bactérias causadoras das úlceras do estômago. O estudo in vitro, utilizando as células do muco gástrico humano e uma fração de cranberry sugere que o efeito antiadesão do cranberry pode prevenir que as bactérias se fixem na parte interna do estômago, uma etapa importante para consideração sobre os eventos que ocasionam em algumas úlceras.
Burger O, Itzhak O, Tabak M, Weiss EI, Sharon N, Neeman I. A high molecular mass constituent of cranberry juice inhibits Helicobacter pylori adhesion to human gastric musus. Federation of European Microbiological Societies 2000; 29:295-301.
Setembro de 2003 – Chinese Journal of Digestive Diseases
Esse estudo com animais descobriu que o suco de cranberry reduz a infecção por H.pylori nos camundongos. Enquanto o suco de cranberry não foi considerado por ser eficaz na eliminação da infecção por H.plyori nos camundongos estudados, os autores concluíram que o consumo do suco de cranberry era eficaz na supressão da infecção por H.pylori.
Xiao SD and Shi T. Is cranberry juice effective in the treatment and prevention of Helicobacter pylori Infection of mice? Chinese Journal of Digestive Diseases 2003; 4:136-139.
Dezembro de 2004 – Diagnostic Microbiology and Infectious Disease
Esse estudo de laboratório descobriu que os compostos no cranberry inibiam a H.pylori não resistente e resistente ao antibiótico de se aderir nas células gástricas. Os autores que observaram os dados desse estudo sugerem que uma combinação de antibióticos e cranberry pode melhorar a eliminação da H.pylori.
Shmuely H, Burger O, Neeman I, Yahav J, Samra Z, Niv Y, Sharon N, Weiss E, Athamna A, Tabak M, Ofek I. Susceptibility of Helicobacter pylori isolates to the antiadhesion activity of a high-molecular-weight constituent of cranberry. Diagnostic Microbiology and Infectious Disease 2004; 50:231-235.
Março de 2005 – Helicobacter
Esse estudo clínico descobriu que o consumo diário de suco de cranberry reduzia a infecção por H.pylori nos participantes estudados. Os autores concluem que o consumo regular de suco de cranberry pode retardar a infecção por H.plyori nos adultos. A ingestão de suco de cranberry pode ser uma nova ferramenta promissora no controle mundial dessa infecção.
Zhang L, Ma J, Pan K, Go V, Chen J, You W. Efficacy of Cranberry Juice on Helicobacter pylori Infection: a Double-Blind, Randomized Placebo-Controlled Trial. Helicobacter 2005; 10:139-145.
Junho de 2005 – 105º Encontro Geral da Sociedade Americana para Microbiologia
A nova pesquisa apresentada no 105º Encontro Geral da Sociedade Americana para Microbiologia sugere que o suco de cranberry pode também atuar contra os vírus gastrintestinais. A pesquisa com animais de laboratório mostrou que o suco de cranberry prevenia o vírus SA-11de atacar os glóbulos vermelhos ou infectar as células hospedeiras. A pesquisa precisa determinar quaisquer efeitos benéficos que o suco de cranberry pode ter na redução da incidência de doença viral intestinal nos seres humanos.
Cohen P. and Lipson S. Mechanism(s) of inactivation by the American cranberry (Vaccinium Macrocarpon) of mammalian enteric viruses. American Society for Microbiology's 105th General Meeting June 5-9, 2005, Atlanta, Georgia.
CORAÇÃO
Maio de 1998 – Life Sciences
Resultados recentes de um estudo in vitro da University of Wisconsin-LaCrousse sugerem que o suco de cranberry ajuda na saúde cardiovascular. No estudo, o suco de cranberry provou ser um antioxidante eficaz, prevenindo o colesterol LDL de se tornar oxidável. A oxidação do colesterol LDL é considerada por contribuir com a arteriosclerose.
Wilson T, Porcari JP, Harbin D. Cranberry Extract Inhibits Low Density Lipoprotein Oxidation. Life Sciences 1998; 62(24):381-386.
Setembro de 2000 – Journal of Medicinal Food
O estudo in vitro descobriu que os compostos no suco cranberry possuem um efeito benéfico no sistema cardiovascular semelhante aos componentes do vinho tinto. Adicionalmente, esse estudo descobriu que o suco de cranberry reduzia a pressão arterial nos ratos estudados. Os autores observaram que esse estudo sugere que o consumo regular de suco de cranberry pode ter um efeito benéfico sobre o sistema cardiovascular semelhante ao vinho tinto.
Maher MA, Mataczynski H, Stefaniak HM, Wilson T. Cranberry Juice Induces Nitric Oxide-Dependent Vasodilation In Vitro and Its Infusion Transiently Reduces Blood Pressure in Anesthetized Rats. Journal of Medicinal Food 2000; 3:141-147.
Novembro de 2001 – Journal of the Science of Food and Agriculture
Pesquisadores na University of Wisonsin-Madison testaram uma série de frações de flavonóide de cranberry in vitro e descobriram que alguns deles previnem a oxidação do LDL. Das frações testadas, a fração da proantocianidina do cranberry era mais efetiva na proteção do LDL da oxidação.
Porter ML, Krueger CG, Wiebe DA, Cunningham DG, Reed JD. Cranberry proanthocyanidins associate with low-density lipoprotein and inhibit in vitro Cu2+-induced oxidation. Journal of the Science of Food and Agriculture 2001; 81:1306-1313.
Maio de 2002 – Critical Reviewa in Food Science and Nutrition
Esse estudo analisou a capacidade do cranberry diminuir o colesterol total e o colesterol LDL em um estudo com animais. Os cientistas descobriram que a ingestão regular do pó do suco de cranberry reduzia substancialmente o colesterol total e o colesterol LDL em porcos com excesso de colesterol no sangue, marcando, pela primeira vez, tal efeito observado in vivo com o cranberry.
Reed JD. Cranberry Flavonoids, Atherosclerosis and Cardiovascular Health. Critical Reviews in Food Science and Nutrition 2002; 42:301-316.
Agosto de 2004 – Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química
Esse estudo in vitro realizado no William Harvey Research Institute na Inglaterra sugere que o suco de cranberry por dia poderia ser tão bom para o coração quanto o vinho tinto. Os cientistas testaram o suco de cranberry, suco de cranberry light, vinho tinto (Califórnia merlot) e o vinho tinto argentino (cabernet sauvignon) e encontrou resultados similares de melhoria das artérias saudáveis entre todas essas bebidas.
Corder R. Anti-atherosclerotic potential of cranberry juice and red wine: comparable inhibition of endothelin-1 synthesis by cultered endothelial cells. American Chemical Society National Meeting 2004.
Outubro de 2004 – Congresso Anual Cardiovascular da Sociedade Canadense
Um estudo clínico realizado na Laval University na Cidade de Quebec, Canadá, indicou que o consumo diário de um copo de suco de cranberry light melhorava a circulação ao aumentar o nível de HDL, ou o bom colesterol encontrado na corrente sangüínea. Trinta homens com níveis elevados de colesterol LDL consumiram doses diárias maiores de suco de cranberry light. Um aumento de 6,4% dos níveis de colesterol HDL foi encontrado entre os participantes estudados.
Couillard C. Canadian Cardiovascular Society Annual Congress Meeting, October 23-27, 2004. Calgary, Alberta.
PULMÕES E TRATO RESPIRATÓRIO
Abril de 2005 – Antiviral Research
Um estudo de laboratório descobriu que os componentes encontrados no suco de cranberry previnem que os vírus da gripe tipo A e B ataquem as células hospedeiras e inibam a infecção subseqüente. Esse estudo preliminar sugere o potencial que os componentes do cranberry pode exercer no controle da infecção viral da influenza.
Weiss E. I. Cranberry juice constituents affect influenza virus adhesion and infectivity. Antiviral research 2005; 66:9-12.
ANTIOXIDANTE
Novembro de 2001 – Journal of Agriculture and Food Chemistry
Esse estudo descobriu que os cranberries, comparados a outras frutas, parecem ter um alto nível de antioxidantes. Com base no peso puro, o cranberry possuía a mais alta concentração de polifenóis das 20 frutas testadas no estudo, assim como a concentração mais alta de fenóis livres entre essas frutas.
Vinson JA, Su X, Zubik L, Bose P. Phenol Antioxidant Quantity and Quality in Foods: Fruits. Journal of Agriculture and Food Chemistry 2001; 49:5315-5321.
Dezembro de 2002 – Journal of Agricultural Food Chemistry
Esse estudo descobriu que o cranberry possui o teor total fenólico mais alto e a atividade antioxidante total mais alta quando comparado às outras frutas comuns estudadas. Os autores observam que os fitoquímicos, especialmente os fenólicos, nas frutas e vegetais são considerados por serem compostos principalmente bioativos para benefícios da saúde.
Sun J, Chu YG, Wu X Liu RH. Antioxidant and Antiproliferative Activities of Common Fruits. Journal of Agricultural Food Chemistry 2002: 50;7449-7454.
Março de 2004 – Journal of Nutrition
Esse estudo direcionou-se ao conteúdo da proantocianidina (PAC) encontrada nos alimentos comuns no fornecimento de alimentos dos EUA e ingestão diária média de PACs na população americana. Esse estudo descobriu que as maçãs, chocolate e uvas são as maiores fontes de PACs na dieta, e que os homens com 60 anos ou mais de idade e as crianças 2-5 anos de idade consomem mais PACs diariamente do que outros americanos, uma vez que eles comem mais frutas. Esse estudo suporta a idéia de que as PACs fazem parte dos flavonóides totais consumidos na dieta ocidental.
Gu L, Kelm M, Hammerstone J, Beecher G, Holden J, Daytowitz D, Gebhardt S, Prior R. Concentrations of Proanthocyanidins in Common Foods and Estimations of Normal Consumption. Journal of Nutrition 2004: 134;613-617.
Junho de 2004 – Journal of Agricultural Food Chemistry
Esse estudo direcionou-se à capacidade total de antioxidante (TAC) por grama de 100 alimentos comuns. Os pesquisadores descobriram que os cranberries possuem a mais alta TAC por grama quando comparados a todas as outras frutas estudadas.Os cranberries apresentaram uma TAC de quase 95 por grama acompanhada pelas blueberries silvestres (93), ameixas pretas(73), ameixas (62) e blueberries cultivadas (62).
Wu X, Beecher GR, Holden JM, Haytowitz D, Gebhardt S, Prior R. Lipophilic and Hydrophilic Antioxidant Capacities of Common Foods in the United States. Journal of Agricultural Food Chemistry 2004: 52; 4026-4037.
Agosto de 2004 – Banco de Dados do USDA para o Teor de Proantocianidina os Alimentos Selecionados
Esse estudo pesquisou a concentração das proantocianidinas totais nos alimentos comuns. Os pesquisadores descobriram que os cranberries possuem a mais alta concentração das PACs totais por grama quando comparados a todas as outras frutas estudadas. Os cranberries possuem 418,8mg/100g seguidos pela blueberry silvestre (331,9), ameixa (215,9), blueberry cultivada (179,8) e morango (145,0).
U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA Database for the Proanthocyanidin Content of Selected Foods 2004.
CÂNCER
Janeiro de 2006 – Journal of the Science of Food and Agriculture
Um estudo recente de laboratório descobriu que as proantocianidinas (PACs) encontradas em cranberries inibem o desenvolvimento de células com tumores, cólon e leucemia in vitro. O estudo, realizado na University of Massachusetts Dartmouth, é um dos primeiros estudos a descobrir que a atividade anticâncer do cranberry pode se originar da estrutura única tipo A das suas PACs.
Neto CC, Krueger CG, Lamoureaux TL, Knodo M, Vaisberg AJ, Hurta RAR, Curtis S, Matchett MD, Yeung H, Sweeney MI, Reed JD. MALDI-TOF MS characterization of proanthocyanidins from cranberry fruit (vaccinium macrocarpon) that inhibit tumor cell growth and matrix metalloproteinase expression in vitro. Journal of the Science of Food and Agriculture 2006: 86; 18-25.
DENTES
Dezembro de 1998 – Journal of the American Dental Association
A pesquisa do laboratório da Tel Aviv University sugere que os componentes nos cranberries podem inibir certas bactérias encontradas na boca de se aderirem aos dentes, ocasionando no desenvolvimento da placa, aparentemente, através do mesmo tipo de mecanismo antiadesão que eles mantêm a saúde do trato urinário. Essas bactérias estavam associadas com a gengivite periodontal.
Weiss EI, Lev-Dor R, Kashman Y, Goldhar J, Sharon N, Ofek I. Inhibiting interspecies coaggregation of plaque bacteria with a cranberry juice constituent. Journal of the American Dental Association 1998; 129:1719-1723.
Maio de 2004 – Conferência da Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR)
Duas apresentações distintas de pesquisadores da University of California, Los Angeles e University of Illinois foram feitas na Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR) sobre o possível papel do cranberry na saúde bucal. Esses estudos do laboratório também discutem o papel do cranberry na inibição tanto do crescimento como formação do biofilme da S.mutans, assim como a inibição do crescimento e viabilidade de outros patógenos orais.
Wu CD, Zhu M, Turner A, Paul GF, Farnsworth NR. Cranberry extracts inhibit growth/viability of oral pathogens and biofilms Presented at IADR 2004; 0746.
Chen L, Heber D, Hardy M, Seeram N, Henig S, Leahy M, Wolinsky L, Qi F, Shi W. Inhibitory effects of Cranberry on Streptococcus mutans biofilm formation. Presented at IADR 2004; 2918.
Junho de 2004 – Journal of Oral Microbiology Immunology
A pesquisa do laboratório da Tokyo Dental College em Chiba, Japão também confirma o mecanismo antiadesão do cranberry nas cepas das bactérias orais, por exemplo, streptococci, assim como a formação do biofilme dentro da cavidade oral. Essas descobertas sugerem que os compostos do cranberry podem ajudar a diminuir a bactéria oral (streptococci) na superfície do dente, portanto, reduzindo o desenvolvimento da placa dental.
Yamanaka A, Kimizuka R, Kato T, Okuda K. Inhibitory effects of cranberry juice on attachment of oral streptococci and biofilm formation. Journal of Oral Microbiol Immunology 2004; 19(3):150-154.
Junho de 2004 – Journal of Antimicrobial Chemotherapy
Esse estudo clínico fora de Israel investigou o efeito de um anti-séptico bucal suplementado com um extrato de cranberry para higiene oral. O estudo descobriu que após 6 semanas de uso diário do anti-séptico bucal contendo cranberry em um grupo experimental, certos patógenos orais (Streptococcus mutans), assim como a contagem total bacteriana, foram significativamente reduzidos. Um trabalho adicional in vitro sugeriu que a capacidade de reduzir essas contagens de patógeno in vivo ocorre devido à atividade antiadesão do componente do cranberry.
Steinberg D, Feldman M, Ofek I, Weiss EI. Effect of a high-molecular-weight component of cranberry on constituents of dental biofilm. Journal of Antimicrobial Chemotherapy 2004; 1093-1096.
ESTÔMAGO
Dezembro de 2000 – Federation of European Microbiological Societies (FEMS)
Um estudo recentemente publicado pelos pesquisadores na Tel Aviv University, Weizmann Institute of Science and Haifa Technion descobriu a evidência preliminar de que o cranberry pode também ter um efeito antiadesão sobre a H.pylori, bactérias causadoras das úlceras do estômago. O estudo in vitro, utilizando as células do muco gástrico humano e uma fração de cranberry sugere que o efeito antiadesão do cranberry pode prevenir que as bactérias se fixem na parte interna do estômago, uma etapa importante para consideração sobre os eventos que ocasionam em algumas úlceras.
Burger O, Itzhak O, Tabak M, Weiss EI, Sharon N, Neeman I. A high molecular mass constituent of cranberry juice inhibits Helicobacter pylori adhesion to human gastric musus. Federation of European Microbiological Societies 2000; 29:295-301.
Setembro de 2003 – Chinese Journal of Digestive Diseases
Esse estudo com animais descobriu que o suco de cranberry reduz a infecção por H.pylori nos camundongos. Enquanto o suco de cranberry não foi considerado por ser eficaz na eliminação da infecção por H.plyori nos camundongos estudados, os autores concluíram que o consumo do suco de cranberry era eficaz na supressão da infecção por H.pylori.
Xiao SD and Shi T. Is cranberry juice effective in the treatment and prevention of Helicobacter pylori Infection of mice? Chinese Journal of Digestive Diseases 2003; 4:136-139.
Dezembro de 2004 – Diagnostic Microbiology and Infectious Disease
Esse estudo de laboratório descobriu que os compostos no cranberry inibiam a H.pylori não resistente e resistente ao antibiótico de se aderir nas células gástricas. Os autores que observaram os dados desse estudo sugerem que uma combinação de antibióticos e cranberry pode melhorar a eliminação da H.pylori.
Shmuely H, Burger O, Neeman I, Yahav J, Samra Z, Niv Y, Sharon N, Weiss E, Athamna A, Tabak M, Ofek I. Susceptibility of Helicobacter pylori isolates to the antiadhesion activity of a high-molecular-weight constituent of cranberry. Diagnostic Microbiology and Infectious Disease 2004; 50:231-235.
Março de 2005 – Helicobacter
Esse estudo clínico descobriu que o consumo diário de suco de cranberry reduzia a infecção por H.pylori nos participantes estudados. Os autores concluem que o consumo regular de suco de cranberry pode retardar a infecção por H.plyori nos adultos. A ingestão de suco de cranberry pode ser uma nova ferramenta promissora no controle mundial dessa infecção.
Zhang L, Ma J, Pan K, Go V, Chen J, You W. Efficacy of Cranberry Juice on Helicobacter pylori Infection: a Double-Blind, Randomized Placebo-Controlled Trial. Helicobacter 2005; 10:139-145.
Junho de 2005 – 105º Encontro Geral da Sociedade Americana para Microbiologia
A nova pesquisa apresentada no 105º Encontro Geral da Sociedade Americana para Microbiologia sugere que o suco de cranberry pode também atuar contra os vírus gastrintestinais. A pesquisa com animais de laboratório mostrou que o suco de cranberry prevenia o vírus SA-11de atacar os glóbulos vermelhos ou infectar as células hospedeiras. A pesquisa precisa determinar quaisquer efeitos benéficos que o suco de cranberry pode ter na redução da incidência de doença viral intestinal nos seres humanos.
Cohen P. and Lipson S. Mechanism(s) of inactivation by the American cranberry (Vaccinium Macrocarpon) of mammalian enteric viruses. American Society for Microbiology's 105th General Meeting June 5-9, 2005, Atlanta, Georgia.
CORAÇÃO
Maio de 1998 – Life Sciences
Resultados recentes de um estudo in vitro da University of Wisconsin-LaCrousse sugerem que o suco de cranberry ajuda na saúde cardiovascular. No estudo, o suco de cranberry provou ser um antioxidante eficaz, prevenindo o colesterol LDL de se tornar oxidável. A oxidação do colesterol LDL é considerada por contribuir com a arteriosclerose.
Wilson T, Porcari JP, Harbin D. Cranberry Extract Inhibits Low Density Lipoprotein Oxidation. Life Sciences 1998; 62(24):381-386.
Setembro de 2000 – Journal of Medicinal Food
O estudo in vitro descobriu que os compostos no suco cranberry possuem um efeito benéfico no sistema cardiovascular semelhante aos componentes do vinho tinto. Adicionalmente, esse estudo descobriu que o suco de cranberry reduzia a pressão arterial nos ratos estudados. Os autores observaram que esse estudo sugere que o consumo regular de suco de cranberry pode ter um efeito benéfico sobre o sistema cardiovascular semelhante ao vinho tinto.
Maher MA, Mataczynski H, Stefaniak HM, Wilson T. Cranberry Juice Induces Nitric Oxide-Dependent Vasodilation In Vitro and Its Infusion Transiently Reduces Blood Pressure in Anesthetized Rats. Journal of Medicinal Food 2000; 3:141-147.
Novembro de 2001 – Journal of the Science of Food and Agriculture
Pesquisadores na University of Wisonsin-Madison testaram uma série de frações de flavonóide de cranberry in vitro e descobriram que alguns deles previnem a oxidação do LDL. Das frações testadas, a fração da proantocianidina do cranberry era mais efetiva na proteção do LDL da oxidação.
Porter ML, Krueger CG, Wiebe DA, Cunningham DG, Reed JD. Cranberry proanthocyanidins associate with low-density lipoprotein and inhibit in vitro Cu2+-induced oxidation. Journal of the Science of Food and Agriculture 2001; 81:1306-1313.
Maio de 2002 – Critical Reviewa in Food Science and Nutrition
Esse estudo analisou a capacidade do cranberry diminuir o colesterol total e o colesterol LDL em um estudo com animais. Os cientistas descobriram que a ingestão regular do pó do suco de cranberry reduzia substancialmente o colesterol total e o colesterol LDL em porcos com excesso de colesterol no sangue, marcando, pela primeira vez, tal efeito observado in vivo com o cranberry.
Reed JD. Cranberry Flavonoids, Atherosclerosis and Cardiovascular Health. Critical Reviews in Food Science and Nutrition 2002; 42:301-316.
Agosto de 2004 – Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química
Esse estudo in vitro realizado no William Harvey Research Institute na Inglaterra sugere que o suco de cranberry por dia poderia ser tão bom para o coração quanto o vinho tinto. Os cientistas testaram o suco de cranberry, suco de cranberry light, vinho tinto (Califórnia merlot) e o vinho tinto argentino (cabernet sauvignon) e encontrou resultados similares de melhoria das artérias saudáveis entre todas essas bebidas.
Corder R. Anti-atherosclerotic potential of cranberry juice and red wine: comparable inhibition of endothelin-1 synthesis by cultered endothelial cells. American Chemical Society National Meeting 2004.
Outubro de 2004 – Congresso Anual Cardiovascular da Sociedade Canadense
Um estudo clínico realizado na Laval University na Cidade de Quebec, Canadá, indicou que o consumo diário de um copo de suco de cranberry light melhorava a circulação ao aumentar o nível de HDL, ou o bom colesterol encontrado na corrente sangüínea. Trinta homens com níveis elevados de colesterol LDL consumiram doses diárias maiores de suco de cranberry light. Um aumento de 6,4% dos níveis de colesterol HDL foi encontrado entre os participantes estudados.
Couillard C. Canadian Cardiovascular Society Annual Congress Meeting, October 23-27, 2004. Calgary, Alberta.
PULMÕES E TRATO RESPIRATÓRIO
Abril de 2005 – Antiviral Research
Um estudo de laboratório descobriu que os componentes encontrados no suco de cranberry previnem que os vírus da gripe tipo A e B ataquem as células hospedeiras e inibam a infecção subseqüente. Esse estudo preliminar sugere o potencial que os componentes do cranberry pode exercer no controle da infecção viral da influenza.
Weiss E. I. Cranberry juice constituents affect influenza virus adhesion and infectivity. Antiviral research 2005; 66:9-12.
ANTIOXIDANTE
Novembro de 2001 – Journal of Agriculture and Food Chemistry
Esse estudo descobriu que os cranberries, comparados a outras frutas, parecem ter um alto nível de antioxidantes. Com base no peso puro, o cranberry possuía a mais alta concentração de polifenóis das 20 frutas testadas no estudo, assim como a concentração mais alta de fenóis livres entre essas frutas.
Vinson JA, Su X, Zubik L, Bose P. Phenol Antioxidant Quantity and Quality in Foods: Fruits. Journal of Agriculture and Food Chemistry 2001; 49:5315-5321.
Dezembro de 2002 – Journal of Agricultural Food Chemistry
Esse estudo descobriu que o cranberry possui o teor total fenólico mais alto e a atividade antioxidante total mais alta quando comparado às outras frutas comuns estudadas. Os autores observam que os fitoquímicos, especialmente os fenólicos, nas frutas e vegetais são considerados por serem compostos principalmente bioativos para benefícios da saúde.
Sun J, Chu YG, Wu X Liu RH. Antioxidant and Antiproliferative Activities of Common Fruits. Journal of Agricultural Food Chemistry 2002: 50;7449-7454.
Março de 2004 – Journal of Nutrition
Esse estudo direcionou-se ao conteúdo da proantocianidina (PAC) encontrada nos alimentos comuns no fornecimento de alimentos dos EUA e ingestão diária média de PACs na população americana. Esse estudo descobriu que as maçãs, chocolate e uvas são as maiores fontes de PACs na dieta, e que os homens com 60 anos ou mais de idade e as crianças 2-5 anos de idade consomem mais PACs diariamente do que outros americanos, uma vez que eles comem mais frutas. Esse estudo suporta a idéia de que as PACs fazem parte dos flavonóides totais consumidos na dieta ocidental.
Gu L, Kelm M, Hammerstone J, Beecher G, Holden J, Daytowitz D, Gebhardt S, Prior R. Concentrations of Proanthocyanidins in Common Foods and Estimations of Normal Consumption. Journal of Nutrition 2004: 134;613-617.
Junho de 2004 – Journal of Agricultural Food Chemistry
Esse estudo direcionou-se à capacidade total de antioxidante (TAC) por grama de 100 alimentos comuns. Os pesquisadores descobriram que os cranberries possuem a mais alta TAC por grama quando comparados a todas as outras frutas estudadas.Os cranberries apresentaram uma TAC de quase 95 por grama acompanhada pelas blueberries silvestres (93), ameixas pretas(73), ameixas (62) e blueberries cultivadas (62).
Wu X, Beecher GR, Holden JM, Haytowitz D, Gebhardt S, Prior R. Lipophilic and Hydrophilic Antioxidant Capacities of Common Foods in the United States. Journal of Agricultural Food Chemistry 2004: 52; 4026-4037.
Agosto de 2004 – Banco de Dados do USDA para o Teor de Proantocianidina os Alimentos Selecionados
Esse estudo pesquisou a concentração das proantocianidinas totais nos alimentos comuns. Os pesquisadores descobriram que os cranberries possuem a mais alta concentração das PACs totais por grama quando comparados a todas as outras frutas estudadas. Os cranberries possuem 418,8mg/100g seguidos pela blueberry silvestre (331,9), ameixa (215,9), blueberry cultivada (179,8) e morango (145,0).
U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA Database for the Proanthocyanidin Content of Selected Foods 2004.
CÂNCER
Janeiro de 2006 – Journal of the Science of Food and Agriculture
Um estudo recente de laboratório descobriu que as proantocianidinas (PACs) encontradas em cranberries inibem o desenvolvimento de células com tumores, cólon e leucemia in vitro. O estudo, realizado na University of Massachusetts Dartmouth, é um dos primeiros estudos a descobrir que a atividade anticâncer do cranberry pode se originar da estrutura única tipo A das suas PACs.
Neto CC, Krueger CG, Lamoureaux TL, Knodo M, Vaisberg AJ, Hurta RAR, Curtis S, Matchett MD, Yeung H, Sweeney MI, Reed JD. MALDI-TOF MS characterization of proanthocyanidins from cranberry fruit (vaccinium macrocarpon) that inhibit tumor cell growth and matrix metalloproteinase expression in vitro. Journal of the Science of Food and Agriculture 2006: 86; 18-25.






